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E agora?

Com você por perto as coisas ganham uma tonalidade diferente. Não serei hipócrita e não direi que fica tudo colorido, porque não é. Fica marrom. E quem disse que marrom é sinônimo de tristeza? Pra mim, é muita alegria. É uma característica sua, essa diferença. Já disse que você tem essa coisa fora do padrão, que me puxa pra tão perto. Já percebi o que é.

Desde que passou a se aproximar, eu venho te evitando. Você não me deixa escolha. Ora vêm pra tão perto, ora vai embora ignorando tudo o que eu penso. Sua indecisão vai me enfraquecendo aos poucos e confesso que não é fácil andar tão solta e ter que ficar tão distante de você. Eu gosto de como você me olha quando eu chego de cara fechada e encontro os seus olhos fixos em mim, desviando logo em seguida fingindo que nem percebi. Gosto, mais ainda, de como você percebe isso também. Eu não sei o que fazer conosco agora. O que queremos, afinal?

É claro que possuo minhas dúvidas em relação à você. Não te conheço tão bem, não sei quase nada além do que vejo. Tenho bastante obscuridade em mim, porém acho que não seja visível de tal maneira a te afastar de mim.

Seu jeito tímido de olhar quando está no meio dos seus amigos entrega todo o esforço que anda fazendo. Entretanto, não funciona. À sós, a conversa é outra. O nosso silêncio coloca em evidência todas as perguntas que temos um para o outro e, exatamente ele, acaba respondendo muitas delas.

Você sorriu pra mim quando o acaso nos juntou naquela tarde nublada. Coincidência ou não, nossos pensamentos foram os mesmos e desde então você não sai de mim. Não me confunda, decida logo o que você quer. Temos um mundo pela frente e você sabe o que eu acho de você, não venha mentir dizendo que não.

Toda essa confusão de sentimento ultrapassou o limite do aceitável na minha vida. Quando chega a hora de você vir minha mão sua e eu fico trêmula. O pensamento fica em você o tempo todo, te querendo todo o tempo. O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário. Não dá mais pra fugir assim.

Resolvi, por fim, traduzir em palavras o que eu sinto em relação à você. Minha pequena, você não sabe o quanto significa pra mim. (aconselho a lê-lo ao som de Tempo Perdido, de Legião Urbana)

Há 3 anos pude ter a honra de conhecê-la. Não parecia algo duradouro, mas o tempo nos surpreendeu mais uma vez. Foram tantas histórias, são tantas lembranças. E eu sinto a necessidade de expor isso aqui, porque, primeiramente, foi você quem me induziu à “publicar” tudo o que eu escrevia.

Começou com um pequeno texto, falando sobre um ex (que você sabe bem quem é) que finalmente eu havia conseguido superar. E depois – o ponto mais marcante que te fez me convencer a fazer o blog –  sobre o dia que conheci o cara mais lindo, naquela piscina. Esse, com certeza, foi o pontapé inicial. E não dá pra não lembrar disso, quando ouço Cássia Eller, que é a tradutora oficial dessa fase. E nada mais justo que a música No Recreio ser minha.

E hoje, infelizmente o tempo não nos é favorável. Nossas rotinas corridas e tão distantes não nos permite encontros, cafés e conversas. Você, finalmente, conseguiu correr atrás do seu plano de ser jornalista (não sabe como fiquei feliz quando me disse) e eu sigo atrás do meu de ser médica e/ou bióloga. Sinto tanta saudade de tudo, mas sei que isso vai valer a pena. Ainda vou te ver redigindo matérias (sim, hahah) e fazendo entrevistas. Claro, ajudando sempre na escrita, porque sou sua “escritora” preferida.

Você é muito especial pra mim, P. Quero que saiba que eu agradeço muito você ter me incentivado à isso, que hoje amo tanto e não consigo mais ficar sem. Por ter me mostrado a melhor forma de desabafar e aliviar a dor sem machucar ninguém.

A vida começou agora, nós sabemos disso. É hora de correr atrás, de sofrer um bocado, de sentir na pele o que é viver e aprender que cada ano é tempo de mais aprendizado. Eu sei que vai apertar e que talvez possamos nos afastar muito por conta dos nossos sonhos, nossos planos e nossas mudanças. Mas ainda vamos parar muito por essa Belo Horizonte, sentar numa lanchonete, tomar aquele café às 16h e falar sobre tudo, absolutamente tudo. Temos todo tempo do mundo.

Mas não vamos, nunca, deixar isso morrer. O que construímos até aqui, o que temos hoje, é incrivelmente contínuo. Não vamos parar, temos muito o que viver.

Somos tão jovens

Eu te amo, minha pequena!

Estranho perfeito

Há muito sou tratada como uma mocinha politicamente correta que só escolhe os bons moços para ficar. Sempre fui tratada assim, porque ninguém nunca me viu in Love. E talvez seja isso o que está em falta. Talvez, dona? Claro que é.

Ele me apareceu no meio de uma aula sobre Machado de Assis, na qual estava compenetradíssima. Mal o reparei. Porém, todos os dias, na hora do suco de laranja natural sem açúcar, ele vem pra perto de mim e me deixa completamente boba imaginando mil e uma coisas a seu respeito. O típico bad boy com cara de mocinho. O que fazer? Não sei defini-lo. Nem sei qual das duas personalidades tem mais a ver ou por que ele arrancou tanto suspiro e pensamento de mim.

Não sei absolutamente nada sobre ele. Por esse motivo, eu deveria largar. Entretanto, é esse maldito mistério que me deixa fascinada. Um passinho, bem pequenininho, de cada vez. Assim eu aproveito um pouco mais de cada minuto, sem chegar ao final da descoberta com tamanha rapidez.

Ele traz consigo um enigma instigante. E eu, a fascinante obsessão de desvendá-lo.

 Perdi minha incrível habilidade de ser discreta. Perdi a minha – mais amada – habilidade de não me entregar ao desconhecido. Aqui estou eu, outra vez, in Love.

Não tenho medo de acabar desvendando o mistério dele. Tenho medo é de ser descoberta primeiro. Preciso reaprender.

Platônico, lindo e meu, de novo. Então, pare de se revelar antes que consiga acabar com tudo. 

Recomeço

Depois de longas horas de sono, em uma noite totalmente confusa, estranhas vozes me despertaram para o dia meio nublado que acabara de começar. Pude ouvi-las dizer que nada mais iria voltar e que você já não existia aqui. No início fiquei completamente perturbada com tanta informação de uma só vez, mas logo me acostumei com isso. Afinal, era a maior verdade em tanto tempo.

Senti falta de você por tanto tempo. Desejei tê-lo por perto inúmeras vezes quando o frio chegava e não restava nada para eu me agarrar e deixar o tempo passar. Porém, de você só recebi mais dúvidas. As respostas que eu tanto procurava não vieram – e nem virão – de você.  Por um longo período, a única coisa que enxerguei foi um obstáculo enorme escrito “volte” bem na minha frente. Mas isso não poderia ficar assim. Não por uma grande fase.

Obstruí minha mente e passei péssimos bocados sozinha. Já não discernia como antes e (vejo agora) me tornei uma babaca sofrendo por amor. Tudo que sempre tive como filosofia de vida simplesmente foi ignorado. Entretanto, não me arrependo. Era uma questão de tempo. Há momentos em que é preciso chegar ao fundo do poço, pois de lá não se desce mais, só há como subir.

Não guardo mágoas de nada. Falar de você, hoje, não mais me machuca como meses atrás. Reaprendi a prosseguir sem você, redefini as minhas prioridades e mudei toda a minha direção. Já é possível sorrir sem motivos certos e topar qualquer parada que vier.

Meus caminhos mudaram. As minhas vontades me levam à outras direções. E a vida? Ah… Ela sempre continua.

Um café.

Reblogged from E hoje, no auge do funeral dos nossos sonhos:

A: O que vais querer?B: Um café.A: Só isso?B: É moço, só um café. De preferência quente.A: Só quente?B: Quente como o sol.A: Mas está quente, vais ficar com calor.B: Eu sinto frio.A: Nesse calor?B: Eu estou fria.A: Menina tão nova, fria?B: É, moço. Estou fria, estou congelada por dentro, más experiências.A: Então, o café é com ou sem açúcar?B: Sem açúcar.A: Quanta amargura, menina.B: É para igualar com a frieza da alma.

Apenas lindo!

What a catch!

Sara gosta de rock. Paul gosta de sertanejo.

Sara gosta de preto. Paul gosta de branco.

Sara gosta de escrever. Paul gosta de falar.

Sara gosta de tranqüilidade. Paul gosta de farra.

Sara gosta de Coca Cola. Paul gosta de cerveja.

Sara gosta de casa. Paul gosta da rua.

 

Sara gosta de Paul. Paul não gosta de ninguém.

Sara demonstra a Paul. Paul se envolve com Sara.

Sara se entrega. Paul recua.

Sara sofre. Paul curte.

Sara pensa em Paul. Paul não se lembra de Sara.

Sara se afasta. Paul sente falta.

Sara se lembra dele todo dia. Paul se lembra dela toda noite.

Sara sente saudade. Paul sente remorso.

Louca tempestade

Eu venho tentando me acostumar com a sua ausência, mesmo com você dizendo que tudo isso vai acabar. A sensação de perda caminha ao meu lado e o vazio que você deixou ao fechar aquela porta se torna cada vez maior e mais difícil de preencher. Eles dizem que eu vou superar ou que tudo isso é apenas uma questão de tempo até nos tornarmos felizes outra vez. Mas, a pergunta é: quando? Eu não sei quanto tempo ainda será preciso esperar pra ter certeza que a saudade e a distância entre nós só nos fez querer mais.

Os dias têm se arrastado, eu tenho sorrido todos os dias como se tudo fosse como antes. Mas, durante a noite, nada mais é. Dói aqui, ali, escorre uma lágrima, o coração aperta. Eu não sei lidar com isso. Uma conversa complicada tirou mais um pedaço da minha esperança em relação à você. E cada segundo é um pensamento diferente vindo daí. Ora me mostra arrependimento, ora me mostra alívio e eu não sei mais o que fazer.

Você está simplesmente se afastando. Ou, acho mais provável, me afastando. Eu sinto vontade de correr até você e dizer tudo o que eu mais quero, mas… De que adiantaria? Terminaríamos a noite com a mesma dor e com menos ânimo. Vai ser um longo caminho pra voltar a sorrir de verdade outra vez.

Ao te ver chegar meu coração sofre uma arritmia tão grande que quase para de bater. Só eu sei o quão ferida e cansada estou. A única coisa que eu queria era que você me dissesse de verdade o que tens aí. Esperar nunca foi pra mim e você sabe disso. Estou me afastando e te reconhecendo cada vez menos. Não me obrigue a apagar tudo de você da minha memória, porque não quero. Mas a sua distância me induz à isso.

Essa sensação de dor profunda ainda vai passar. Não quero mais me machucar indo atrás de algo que você diz que não vai mudar. Deixo tudo com você, já que não consigo mais sorrir.

E que sua ausência seja boa pra ser sentida. Mas que não seja tão grande ao ponto de me fazer acostumar com ela.

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