Com você por perto as coisas ganham uma tonalidade diferente. Não serei hipócrita e não direi que fica tudo colorido, porque não é. Fica marrom. E quem disse que marrom é sinônimo de tristeza? Pra mim, é muita alegria. É uma característica sua, essa diferença. Já disse que você tem essa coisa fora do padrão, que me puxa pra tão perto. Já percebi o que é.
Desde que passou a se aproximar, eu venho te evitando. Você não me deixa escolha. Ora vêm pra tão perto, ora vai embora ignorando tudo o que eu penso. Sua indecisão vai me enfraquecendo aos poucos e confesso que não é fácil andar tão solta e ter que ficar tão distante de você. Eu gosto de como você me olha quando eu chego de cara fechada e encontro os seus olhos fixos em mim, desviando logo em seguida fingindo que nem percebi. Gosto, mais ainda, de como você percebe isso também. Eu não sei o que fazer conosco agora. O que queremos, afinal?
É claro que possuo minhas dúvidas em relação à você. Não te conheço tão bem, não sei quase nada além do que vejo. Tenho bastante obscuridade em mim, porém acho que não seja visível de tal maneira a te afastar de mim.
Seu jeito tímido de olhar quando está no meio dos seus amigos entrega todo o esforço que anda fazendo. Entretanto, não funciona. À sós, a conversa é outra. O nosso silêncio coloca em evidência todas as perguntas que temos um para o outro e, exatamente ele, acaba respondendo muitas delas.
Você sorriu pra mim quando o acaso nos juntou naquela tarde nublada. Coincidência ou não, nossos pensamentos foram os mesmos e desde então você não sai de mim. Não me confunda, decida logo o que você quer. Temos um mundo pela frente e você sabe o que eu acho de você, não venha mentir dizendo que não.
Toda essa confusão de sentimento ultrapassou o limite do aceitável na minha vida. Quando chega a hora de você vir minha mão sua e eu fico trêmula. O pensamento fica em você o tempo todo, te querendo todo o tempo. O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário. Não dá mais pra fugir assim.